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SUV "barato" virou febre no Brasil e muda o mercado

SUVs de entrada (ou CUVs) crescem com força e já dominam o interesse do brasileiro. Saiba por que o mercado mudou.

Sergio Quintanilha

Sergio Quintanilha

22 de março de 2026 · 3 min de leitura

O Brasil entrou de vez na era do SUV “barato”. E isso já não é tendência. É realidade. SUV deixou (mesmo) de ser carro de luxo. Até poucos anos atrás, SUV era um carro caro. Hoje, o SUV virou carro de entrada. Não chegam a ser “baratos”, mas o discurso é esse. Modelos como Volkswagen Tera, Fiat Pulse e Citroën Basalt mudaram o jogo.

Há casos e casos entre CUVs e SUVs

Eles trouxeram o SUV para a faixa dos compactos. Talvez seja exagerado chamar alguns carros de SUVs. São, de fato, CUVs: Veiculos Crossovers Urbanos. Mas a comunicação das montadoras forçou a barra e o público engoliu.

CAOA Chery Tiggo 8 Pro Plug-in Hybrid

E há casos que realmente são marcantes. O novo Honda WR-V, por exemplo, pode ser considerado “barato” por chegar abaixo de R$ 150 mil e uma lista de equipamentos moderna e rara nessa faixa de preço. Outro caso marcante é do novo Tiggo 5X, da Caoa Chery, que chegou com preços realmente baratos para seu padrão. Aliás, ao contrário dos citados anteriormente, WR-V e Tiggo 5X são SUVs.

É fato que o consumidor mudou de vez. O brasileiro passou a priorizar:

  • posição mais alta ao dirigir
  • sensação de segurança
  • visual robusto

Resultado: hatch virou segunda opção. Os números confirmam. Entre os carros mais vendidos do país hoje, os SUVs já ocupam várias posições no topo.

CAOA Chery Tiggo 8 Pro Plug-in Hybrid

Um Gol para chamar de seu? Não, um Tera

Modelos como Volkswagen T-Cross, Hyundai Creta e Chevrolet Tracker aparecem de forma consistente no ranking dos mais vendidos. Trata-se de um fenômeno estrutural e não pontual. Nos últimos dois ou três anos isso se intensificou.

Se no passado anos 1990, 2000 e 2010, todas as montadoras queriam ter “um Gol pra chamar de seu”, devido aos 27 anos se liderança do hatch da Volkswagen, hoje todas querem ter um Tera.

O hatch não morreu, mas virou outra coisa

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O hatch tradicional está desaparecendo. A Fiat foi a primeira a perceber isso com o Pulse. Depois a Renault veio com o Kardian, mas sem muita força em volume. No ano passado a Volks quebrou a banca com o Tera.

Agora, a Chevrolet e a Fiat querem “um Tera pra chamar de seu. O da Chevrolet será o Onix Activ. O da Fiat será o Novo Argo. É um olho no hatch e dois no SUV. Tanto que a GM aposta altas fichas no “Chevrolet Sonic II — A Missão”.

No lugar dos antigos hatches, como VW Polo e Chevrolet Onix, surgem:

  • crossover
  • versões aventureira
  • carros com “cara de SUV”

O próprio mercado está empurrando essa transformação. Portanto, isso que vai continuar. Há três forças claras mudando o jogo automotivo:

GAC Aion UT
  • maior margem para as montadora
  • maior desejo do consumidor
  • melhor posicionamento de mercado

É simnples: SUV vende mais. Eis o novo padrão do Brasil. Para as montadoras, a regra é: adapte-se ou morra.

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