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Stellantis vai investir US$ 155 milhões em cobre na Argentina

Sergio Quintanilha

Sergio Quintanilha

02 de março de 2025 · 2 min de leitura

Stellantis vai investir US$ 155 milhões em cobre na Argentina

A Stellantis anunciou nesta segunda, 27, investimentos de US$ 155 milhões em projeto localizado na Argentina, que contribui para o plano da supermontadora de tornar-se carbono neutra até 2028. A Stellantis está adquirindo participação acionária de 14,2% na McEwen Copper, subsidiária da mineradora canadense McEwen Mining, que possui os projetos Los Azules na Argentina, e Elder Creek em Nevada, nos Estados Unidos.

Los Azules planejam produzir 100 mil toneladas anuais de cobre cátodo com 99,9% de pureza a partir de 2027 e as reservas podem assegurar a operação por pelo menos 33 anos.

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“A Stellantis pretende liderar a indústria com o compromisso de ser carbono neutra até 2038, uma meta que exige inovação e redefinição completa de todo o negócio”, disse Carlos Tavares, CEO da Stellantis.

“Estamos dando passos importantes na Argentina e no Brasil, com o objetivo de descarbonizar a mobilidade e de assegurar suprimentos estratégicos de matérias-primas necessárias ao sucesso dos planos globais de eletrificação da Companhia”, acrescentou.

Na semana passada, Carlos Tavares deu uma entrevista ao Valor Econômico dizendo que o carro elétrico não é a melhor solução para o Brasil.

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O cobre é uma matéria-primeira estratégica para o futuro da mobilidade elétrica e estima-se que a demanda global pelo metal condutor triplicará nos próximos anos. Ao fazer este investimento em um dos 10 maiores projetos internacionais em desenvolvimento desta commodity, a Stellantis poderá suprir parte da demanda de cobre projetada a partir de 2027.

A Stellantis prevê atingir 100% de participação de veículos elétricos (BEV) no mix de vendas de carros de passeio na Europa e de 50% no mix de vendas de carros de passeio e comerciais leves nos Estados Unidos até 2030. No Brasil, a participação dos veículos de baixas emissões (LEV) será de aproximadamente 20% até o final da década.

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