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Carro mais barato a partir de janeiro é incerto como uma vitória de Lula ou Flávio

Flávio Bolsonaro e o Presidente Lula no debate da Band (Divulgação)
De fato, o Governo Federal está atrasado em decidir como os automóveis serão taxados a partir de janeiro de 2027. Segundo Cassio Pagliarini, da Bright Consulting, que apesar no nome em inglês é uma empresa 100% brasileira, “a Lei Complementar nº 214/2025 determina que as alíquotas do Imposto Seletivo sobre veículos sejam estabelecidas em lei ordinária e graduadas segundo critérios que incluem potência, eficiência energética, emissões, reciclabilidade e etapas fabris realizadas no País”.
E complementa: “Mas a lei ainda não define as alíquotas que cada veículo pagará. Por isso, não é possível transportar os percentuais da tabela atual do IPI Verde para uma projeção definitiva do Imposto Seletivo em 2027”. O problema envolve o resultado da eleição presidencial do próximo domingo, 25, entre o presidente Lula e o candidato da oposição, Flávio Bolsonaro.
Ambos os candidatos continuam a discutir, após o primeiro debate televisivo. Sem saber quem será eleito fica difícil prever o rumo dos acontecimentos. O que se tem certeza: a existência de um vácuo tributário e o imposto seletivo não poderá ser cobrado a partir de 1º de janeiro próximo. Se isso será repassado total ou parcialmente às tabelas de preços públicos sugeridos, dependerá de cada fabricante.
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Um fato é que a indústria automobilística no Brasil, desde 1956, mantém-se entre os setores historicamente “aquinhoados” com impostos muito elevados. Entre os principais países produtores de automóveis e comerciais leves a taxação é a maior do mundo. E como há relativamente poucas empresas a fiscalizar e quase todas multinacionais, a arrecadação fica garantida e historicamente elevada.






















