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Já dirigimos: BYD Mako tem rodar macio, boa dirigibilidade e comportamento previsível
O Guia do Carro já dirigiu o BYD Mako, primeira picape com carroceria monobloco da montadora chinesa. Veja como o veículo se comportou

BYD Mako (Sergio Quintanilha/Guia do Carro)
Havia a expectativa, mas não a confirmação. Por isso, quando o BYD Mako apareceu nos boxes da BYD no Festival Interlagos, com apenas uma unidade disponível para um volta no circuito, foi uma pequena guerra. Filas foram furadas, alguns figurões deram carteladas e todo mundo queria dirigir ou pelo menos filmar e fotografar a inédita picape anti Fiat Toro da BYD. As regras foram mudadas umas quatro ou cinco vezes.
As pessoas parecem meio alucinadas cada vez que surge uma picape nova. Foi assim com o Lecar Campo — uma picape fake — com a revelação do Volkswagen Amarok e agora com o BYD Mako. Não foi muito difícil romper a barreira para fazer fotos e filmar logo de manhã. Para dirigir, entretanto, lutei por mais de uma hora. Consegui e já aviso: gostei. O BYD Mako tem um porte muito parecido com o do Fiat Toro. Pelos meus cálculos, vai medir cerca de 5 metros de comprimento, 3 metros de entre-eixos e de 1,90 a 2 metros de largura.
O espaço traseiro da Mako é bom e já tem uma vantagem sobre a Toro: a inclinação do banco traseiro vai ter um diferencial e tanto. No banco do motorista, o banco é confortável e a posição de dirigir é boa. Entretanto, o ajuste de profundidade do volante de direção é muito curto. O painel dirigital e a tela multimídia são grandes e visíveis. Só pudemos rodar no modo HEV. Como é uma picape híbrida plug-in, será possível rodar também com o motor elétrico.
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Nenhumn dado oficial foi revelado. O vice-presidente da BYD, Alexandre Baldy, apareceu em Interlagos e disse que a picape Mako deve ter uns 220 cavalos de potência. Pelo bocal do carregador, só vimosm plug de corrente alternada (AC), provavelmente com 22 kW de potência de carregamento, no máximo. Não há carregador rápido. A bateria deve ter 18 ou 19 kWh. Não dá para saber qual vai ser io consumo, pois nada foi aberto sobre o peso da picape.

Num determinado momento alguém desobedeceu as regras e abriu a porta da caçamba. Pelo “olhômetro”, acreditamos em cerca de 600 litros de volume. Por baixo, vimos que a suspensão traseira é multilink, mas não foi possível notar umja geometria igual à do Fiat Toro. As rodas eram de 18 polegadas com pneus 235/60.
Gostamos do equilíbrido da suspensão na pista de Interlagos, com um comportamento dinâmico bastante previsível. Com tração dianteira, a picape tem uma levíssima tendência de sair de frente em curvas mais agressivas (parece que a traseira empurra a frente), mas o circuito da F1 não é o hábitat de uma picape, mesmo sendo construída com carroceria monobloco e tenha a dirigibilidade de um SUV crossover. Em frenagens muito fortes sentimos um pequeno desvio de trajetória. Os freios são a disco nas quatro rodas — talvez estivessem com muita carga na dianteira.

De forma geral, a picape Mako agradou bastante nessa primeira aparição. Pelo “buzz” que gerou, ela deve dar muito trabalho à Toro, eterna líder da categoria. Baldy disse que tem consciência de que a grande força da Fiat no Brasil são as picapes Toro e Strada — esta, ruma com tranquiliade rumo ao hexacampeonato nacional de vendas. O lançamento será no último trimestre, mas um diretor da BYD disse que dificilmente estará disponível para testes em outubro. Quanto ao preço, será baixo o suficiente para incomodar a Toro.















