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Honda explica atualização final de seu motor de F1

Sergio Quintanilha

Sergio Quintanilha

09 de novembro de 2022 · 3 min de leitura

Honda explica atualização final de seu motor de F1

A Honda faz sua última temporada na Fórmula 1 em 2021. Sua unidade de potência (conjunto de motor, baterias e sistemas de recuperação de energia) é usada pelas equipes Red Bull e AlphaTauri. Mas, mesmo com o projeto em sua reta final e já vendido para a Red Bull, a fabricante japonesa não abriu mão de seu desenvolvimento e segue empenhada em sair da categoria por cima. 

A marca revelou detalhes sobre a última grande atualização de sua unidade de potência, que foi entregue no GP da Bélgica. O foco do desenvolvimento foi o sistema de armazenamento de energia, em um projeto que já vinha de vários anos, segundo Yasuaki Asaki, chefe da área de Unidade de Potência da Honda F1. 

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Asaki explicou um pouco mais sobre o que foi aperfeiçoado: "a Honda está introduzindo um novo sistema de armazenamento de energia, dotado de uma célula de bateria mais leve, mais resistente, ultra eficiente e potente, bem a tempo de ser usado na segunda metade da temporada”. 

O sistema começou a ser usado pelas equipes clientes no GP da Bélgica. Desde então, Max Verstappen conquistou a pole nessa mesma etapa – e consequente vitória, já que não houve uma corrida de fato – e dominou o GP da Holanda, com vitória e pole. A sequência foi interrompida em Monza, com o acidente entre ele e Lewis Hamilton, mas o balanço é positivo. 

“Os sinais foram promissores, depois de um enorme trabalho para entregar desempenho e redução de peso. Isso ainda ajuda a Red Bull a otimizar a distribuição de peso”, afirmou Asaki. 

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A Honda não esconde que tem a missão de derrotar a Mercedes, e a temporada atual será a última chance para isso. Para tanto, a empresa japonesa não mediu esforços para antecipar a entrega do novo sistema. O planejamento original previa deixá-lo pronto para ser usado apenas em 2022, quando as unidades de potência terão seus desenvolvimentos congelados. Para antecipar a entrega, a Honda levou parte de seu time de desenvolvimento de baterias para carros de rua do Japão para a fábrica de motores de F1 na Inglaterra. 

Além de tornar possível a entrega antes do prazo para uso nas pistas, a Honda vai colher frutos da colaboração interna em seus carros de rua e projetos diversos de mobilidade. Mais uma vez em sua história, a Fórmula 1 serve de laboratório para o desenvolvimento de tecnologias que vão muito além do uso em corridas. 

“Mesmo depois de a Honda deixar a F1, essa nova tecnologia de bateira vai contribuir demais em tecnologias futuras da empresa para criar uma sociedade neutra em carbono, liderar o avanço da mobilidade e permitir a pessoas ao redor do mundo a melhorar sua qualidade de vida”, finalizou Asaki. 

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Empurrado por um motor Honda, Max Verstappen lidera o campeonato de pilotos, 5 pontos à frente de Hamilton. Entre os construtores, A Red Bull Honda está 18 pontos atrás da rival Mercedes. O próximo capítulo dessa disputa será já no próximo fim de semana, no GP da Rússia, com atividades agendadas para os dias 24, 25 e 26 de setembro. 

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