Guia do Carro
GAC Motor

Arquivo Terra

Fórmula 1 pretende desenvolver combustível sustentável

Sergio Quintanilha

Sergio Quintanilha

10 de maio de 2021 · 3 min de leitura

Fórmula 1 pretende desenvolver combustível sustentável

A Fórmula 1 passará por diversas mudanças técnicas no ano que vem, que visam alterar todo o funcionamento aerodinâmico dos carros. A parte de motores, por sua vez, se manterá (quase) inalterada, com a manutenção das atuais unidades de potência compostas por motores de 1.6 litro turbinados acoplados a sistemas de recuperação de energia e baterias. Uma das poucas alterações na parte de motores será a adoção de combustível E90, ou seja, 90% combustível fóssil e 10% etanol. 

Mudanças mais profundas na parte de propulsão são esperadas para 2025. As regras e parâmetros estão em plena negociação entre a organização da categoria, os quatro fornecedores atuais (Mercedes, Ferrari, Renault e Red Bull/Honda) e possíveis novos fabricantes, notadamente Audi e Porsche, ambas do grupo Volkswagen. 

CAOA Chery Tiggo 8 Pro Plug-in Hybrid

Hoje, a F1 antecipou uma das ambições da próxima era de motores da categoria e anunciou a intenção a de desenvolver combustível sintético capaz de substituir combustíveis fósseis em seus carros. Vale lembrar que a Porsche já é uma entusiasta da ideia de combustíveis sintéticos há algum tempo, tendo, inclusive, anunciado uma fábrica para desenvolvimento e produção em escala. 

A ideia é que os novos motores da Fórmula 1 sejam movidos por um combustível totalmente renovável, feito a partir de sistemas de coleta de carbono, resíduos domésticos e industriais ou biomassa. O novo combustível deve ser “drop-in”, ou seja, usável em qualquer motor que já funcione a gasolina, sem necessidade de adaptação ou conversão. 

Em seu comunicado, a F1 vai na contramão da tendência de eletrificação em massa de automóveis de rua e demonstra acreditar que motores a combustão continuarão a ser importantes no futuro. Por isso, a ideia é mantê-los operantes, mas muito menos poluentes. O novo combustível proposto pretende reduzir as emissões em pelo menos 65% em relação aos combustíveis de origem fóssil, mantendo 100% da potência dos mesmos. 

CAOA Chery Tiggo 8 Pro Plug-in Hybrid

Com isso, a expectativa da categoria é chegar a 2030 com emissão de carbono zero. Além disso, espera-se que o novo combustível sintético possa ser usado em carros de rua novos e usados, o que pode impactar em larga escala na redução da emissão de gases nocivos ao meio ambiente.

Publicidade

Compartilhar

Últimas Notícias

Publicidade

Arquivo Histórico

Você também pode gostar

Comentários

Para comentar, acesse o artigo original:

Deixar um comentário