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Ford tem tecnologia para depender menos de testes físicos no Brasil

Sergio Quintanilha

Sergio Quintanilha

05 de setembro de 2024 · 2 min de leitura

Ford tem tecnologia para depender menos de testes físicos no Brasil

A Ford trabalha para ser cada vez menos dependente só dos testes físicos em seus produtos que circulam no mercado brasileiro. Por isso, em 2023, instalou um simulador em seu Centro de Engenharia, localizado em Tatuí (SP).

É com esse equipamento que a Ford avalia o comportamento de cada componente de seus produtos nas mais diversas circunstâncias, como suspensão, freios, direção e pneus. Caso haja qualquer dúvida, um teste físico é realizado.

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A ideia é que, no futuro (ainda sem previsão), qualquer possível dúvida seja sanada sem a necessidade de levar um veículo para o campo de provas.

"Esta é a meta. Hoje ainda existem fenômenos que não são 100% capturados pelo computador, então partimos para o teste físico, mas temos trabalhado bastante na correlação do virtual versus o real", diz Jean Tavares Horcaio, engenheiro Sênior de Dinâmica Veicular da Ford.

Jean lembra que a implantação do simulador em Tatuí foi um dos passos dentro do desenvolvimento global da Ford, pois unidades de outros países já contavam com a tecnologia.

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"A gente consegue avaliar diferentes pneus durante o desenvolvimento. Pode ser feita uma pré-calibração do carro, que é mudar uma mola, uma barra estabilizadora ou uma curva de amortecedor, além de analisar o comportamento com relação a subesterçamento, com o carro saindo de frente ou de traseira. E a gente vem trabahando para trazer a parte de slip control, ou seja, toda a parte de controles".

A prática de recorrer aos testes físicos vem sendo reduzida desde a instalação do simulador. De acordo com o engenheiro, fatores como a variação de tempratura dos pneus ainda tem levados parros para as pistas.

"No virtual eu consigo acertar os parâmetros para o componente. O que não consigo ainda é que ele vá alterando em tempo real. Trabalhamos com 10 graus, 20 graus etc, mas é na variação que ainda não temos a precisão".

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