Combustão
Avaliação: Kia Tasman surpreende com dirigibilidade excepcional e baixo ruído
A primeira impressão pode até ser ruim, devido ao design, mas basta andar na picape para que ela conquiste seu coração

Kia Tasman GL (Sergio Quintanilha/Guia do Carro)
O Kia Tasman — primeira picape da marca coreana — é seguramente a maior surpresa da temporada de lançamentos. Durante a primeira avaliação, realizada num roteiro off-road de 5 km, a picape Tasman entregou um padrão de dirigibilidade excepcional.
Logo de cara, o interior da Tasman revela que novos conceitos foram aplicados na construção dessa picape. O banco é envolvente, a posição de dirigir é ótima e a visibilidade é superior. O painel é todo horizontal, digital e minimalista, o que deixa a cabine muito agradável.
Quem vê cara não vê coração
Dizem que quem vê cara, não vê coração. Essa máxima é perfeita para a Tasman. O rodar é muito silencioso e o motorista quase esquece que está dirigindo uma caminhonete a diesel, com motor 2.2 sem nenhum refresco elétrico. São 210 cv de potência e 410 Nm de torque com câmbio automático de 8 marchas e tração 4×4.
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O Kia Tasman é fabricado na Coreia e tem esse nome porque visa o mercado da Austrália. É uma referência à Tasmânia. Mas já conquista países da Ásia e da América do Sul. A Kia pode produzir essa picape no Uruguai, caso a resposta de vendas seja boa.

Conforto da Tasman é acima da média
Pelo que vimos na primeira impressão, o Kia Tasman não terá problemas na parte técnica, pois tem conforto acima da média baixo nível de ruído, um sistema de propulsão consagrado na categoria e itens eletrônicos que permitem escalar morros íngremes ou descer ladeiras brutas com segurança. E isso na versão GL, a única que está à venda, por R$ R$ 249.990. Portanto, ela não tem o sistema ADAS completo e o ajuste dos bancos, por exemplo, é manual.
Mesmo assim, com uma cabine mais espaçosa do que os dois modelos líderes da categoria — Toyota Hilux e Ford Ranger –, o Kia Tasman tem potencial para agradar — e muito. A caçamba também é maior e as rodas são de 17 polegadas com pneus de uso misto.




Quando a Tasman GS chegar, trazendo mais itens ADAS e maior sofisticação, saberemos se a Kia tem fôlego para manter o preço bem abaixo da concorrência. Veja no Guia do Carro mais dados sobre a picape coreana.
Design da Tasman é um desafio de comunicação
Para fazer sucesso com a Tasman, porém, a Kia Brasil tem dois desafios nada despreziveis. O primeiro é a falta de experiência da operação brasileira nesse segmento. O segundo é o design “diferente”, segundo a Kia, mas “feio para”, na opinião geral.
Há dois pontos que assustam no design da Tasman. Um deles é a barra horizontal colocada sobre as caixas de rodas. Dependendo da combinação de cores, fica feio. O outro é o desenho frontal da picape.

A grade dianteira é muito alta e reta. A Kia literalmente mandou a aerodinâmica às favas, e não chega a ser um pecado num veículo a diesel com proposta comercial ou de off-road em baixas velocidades. Mas os faróis, além de serem muito estreitos,ficam bastante recuado em relação à gigantesca grade frontal. O resultado é bizarro e o desafio aqui será convencer que o feio não feio, mas sim “brutalmente diferente”.
Com um comportamento dinâmico acertado, rodar silencioso, suspensão com duplo amortecimento, motor a diesel, tração 4×4, caçamba muito grande e vida a bordo agradável, o diretor técnico Gabriel Loureiro não exagerou quando disse: “Na parte mecânica a Tasman é linda”.
















