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Equipes F1 2021: Haas – um ano de preparação para o futuro

Sergio Quintanilha

Sergio Quintanilha

12 de junho de 2023 · 5 min de leitura

Equipes F1 2021: Haas – um ano de preparação para o futuro

Carro: Haas VF-21
Motor: Ferrari Tipo 065
Diretor Técnico: Simone Resta
Chefe de Equipe: Gunther Steiner
Pilotos : Nikita Mazepin e Mick Schumacher
Posição no Campeonato de Construtores : 10º lugar (0 pontos)

Se havia uma equipe que muitos tinham certeza que mudaria de mãos em 2021 era a Haas. A equipe queridinha do Drive To Survive marcava mais um ano de retrocesso após ter brigado para ser a “melhor do resto” em 2018. O que chamou mais a atenção no 2020 do time foi o acidente de Romain Grosjean em Sakhir. 

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Já que 2021 seria um ano de transição por conta da postergação da entrada do novo regulamento técnico, Gene Haas tomou ações ousadas no lado comercial, desportivo e técnico: após renovar a sua participação no novo acordo comercial da categoria, decidiu escolher dois pilotos novatos. Um era o russo Nikita Mazepin, 5º colocado na F2 2020. Junto com ele, vieram os rublos da Uralkali (multinacional do ramo de fertilizantes) e as cores da Rússia no carro. 

O outro piloto veio do outro lado do acordo técnico e comercial. Haas optou por estreitar mais ainda os laços com a Ferrari: trouxe o piloto da academia italiana, Mick Schumacher (campeão da F2 2020) e ampliou a lista de compras. Antes, a equipe comprava direção, suspensões, motor e câmbio junto a Ferrari e encomendava o chassi junto à Dallara. Agora, acabaram os intermediários: a Ferrari criou um departamento dentro de sua fábrica em Maranello para atender ao time. Além disso, cedeu técnicos, incluindo Simone Resta, que assumiu o posto de Diretor Técnico. Uma ótima solução para se enquadrar no teto orçamentário….

Nikita Mazepin: 2022 será o ano para mostrar que é mais do que um rapaz de bolso cheio
Nikita Mazepin: 2022 será o ano para mostrar que é mais do que um rapaz de bolso cheio

Ok, agora faltava acertar o que iria para a pista. Pelo ponto de vista do regulamento, a situação não era das melhores. Como o carro de 2020 seria usado por mais um ano, não havia outra opção em usar o mal-amado VF-20, que tinha problemas de gestão de pneus e quase nenhum desenvolvimento (“Para que gastar milhões de dólares em desenvolvimento se não vai funcionar?”, disse Gene Haas). Mas a equipe resolveu ser mais radical ainda: focar todos os esforços no carro de 2022 e somente fazer o necessário para ajustar o carro ao regulamento. Tanto que somente o motor Ferrari foi mexido, com todo o resto sendo mantido de 2020.

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As coisas demoraram um pouco a se ajustar e com a pandemia da COVID atuando, a Haas foi a última a apresentar o seu carro para este ano. Chegou-se ao cúmulo que o motor só foi ligado na pré-temporada no Bahrein porque o técnico da Ferrari não podia entrar na Inglaterra…

Desde os testes iniciais, ficou claro que a Haas seria quem fecharia o grid. E neste ponto, o time foi extremamente coeso e de uma grande resiliência. Em momentos em que o tempo de pista é muito limitado, 2021 foi uma grande sessão de testes. Embora os resultados tenham sido muito tímidos, o objetivo era desenvolver o time e, principalmente, os pilotos. A briga acabou sendo entre eles ao longo do ano e Mick Schumacher foi amplamente superior à Nikita Mazepin. 

Mick Schumacher: evolução na tentativa de fazer seu caminho próprio
Mick Schumacher: evolução na tentativa de fazer seu caminho próprio

Ficou clara a diferença entre os dois. O jovem alemão mostrou ter mais ferramentas para lidar com as limitações do carro do que o russo, embora tenha batido muito mais. Os melhores momentos da Haas vieram com Mick. Embora o carro tenha recebido uma pequena atualização em Ímola, o problema de gestão de pneus e de gerar pressão aerodinâmica prosseguia. Então, a melhoria de desempenho veio mais da confiança dos pilotos com os técnicos e do carro e aí Mick mostrou mais. A sua classificação para o Q2 na Turquia foi vista com bons olhos por muita gente….Mazepin mostrou que a evolução vai mais no esforço do que no talento (o que é reconhecido pelo próprio). Chamou a atenção no início por causar incidentes e rodar consistentemente, o que lhe rendeu o apelido de MazeSPIN.

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Mesmo sem marcar pontos (o melhor resultado foi o 12º lugar de Mick Schumacher na Hungria), a Haas se vê pronta para retomar o caminho de, pelo menos, voltar ao meio do grid. Agora, tem dois pilotos jovens, com pelo menos 1 ano de experiência. Mick Schumacher tentando mostrar que a confiança na Ferrari tem nele é totalmente merecida e Mazepin quer mostrar que vai muito mais além de mais um piloto que comprou sua vaga na F1. O lema da Haas para 2022 talvez tenha sido melhor definido por Belchior, citado por Emicida em “AmarElo”; “Ano passado, eu morri. Esse ano, não morro mais”.

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